Estafetas Cascais – Oeiras – Lisboa

Vou tentar, neste pequeno desabafo, transmitir-vos as sensações e emoções da prova deste último domingo.

Há algum tempo, um elemento do grupo, o Nuno Moreira, lançou o desafio de participarmos numa prova de estafetas - uma prova "rara" no circuito do mundo das corridas e para alguns uma novidade. Esta era constituída por 4 etapas, em que cada elemento corria 5 quilómetros. Claro que houve logo adesão à mesma e assim se formaram 3 equipas.

Chegou o dia da prova, e depois de algumas vicissitudes e contratempos - que foram sendo lapidados e resolvidos pelo Nuno - o entusiasmo era enorme e a animação uma constante. E assim lá fomos os doze "estarolas" até Algés e "redistribuídos" pelos quatro pontos de partida - Estoril / Parede / Santo Amaro de Oeiras / Cruz Quebrada. Em cada uma das bases ficaram 3 elementos - um de cada equipa.

Eu fiquei na última base - Cruz Quebrada - juntamente com a Sara e o Nuno. E por ser a última base seriamos os últimos a partir e teríamos que aguardar a chegada do nosso colega de equipa e receber o testemunho - neste caso uma pulseira branca.

A espera causa nervosismo e como tal este estava patente.

No estômago palpitavam borboletas, as pernas não conseguiam estar quietas e ainda por cima a chuva teimava em cair e em salpicar as minhas lentes.

E a espera continua... vão passando vários atletas - alguns até parece que voam - quer dos 20km (prova em paralelo) quer das estafetas.

Os pensamentos não param de assombrar a mente: “Será que aconteceu alguma coisa? Alguma coisa correu mal?”

Entretanto deixa de chover e o Sol, envergonhado, tenta espreitar... Os meus colegas já partiram e ... vejo a Ilda! O meu sorriso é despertado e o testemunho é passado (e fica bem seguro) e pernas para que vos quero. Toca a correr os 5 quilómetros, num ritmo alucinante para mim. Corre-se pela Marginal, ao lado do mar, desfrutando o azul das águas do mar e o chilrear dos passarinhos que me vão transmitindo calma e serenidade e desta forma controlar o nervosismo.

E no derradeiro quilometro eis que vejo rostos e pernas conhecidas que me acompanham até à recta final! Quase que nem dou pela chuva que entretanto voltou a cair… Não fossem os óculos e acho que nem dava pela sua presença.

Meta à vista e as pernas ganham asas e a prova fica concluída. Medalhas recebidas.

Adorei realizar esta prova, o espírito de equipa é um denominador comum e a amizade uma constante.

Cristina Lino

One Comment

  1. Foi tudo isso, uma manhã feia de chuvinha mas que se tornou especial pela boa disposição do grupo e pelo enorme companheirismo.
    A repetir, para o ano há mais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *